24 de fevereiro de 2013

Cometa Pan-STARRS visível em Março/2013


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Muito além das órbitas de Netuno e Plutão, onde o Sol é um pontinho de luz não muito mais brilhante que as outras estrelas, um enxame enorme de corpos gelados circunda o sistema solar. Os astrônomos chamam de "Nuvem de Oort", e é a fonte de alguns dos melhores cometas da história.
Em 06 junho de 2011 um novo cometa foi descoberto, e foi chamado de “Pan-STARRS” que é o acrônimo do telescópio que o encontrou.

No início de março, o cometa irá passar cerca de 100 milhões de quilômetros da Terra, em um breve mergulho dentro da órbita de Mercúrio. A maioria dos especialistas espera que ele se torne um objeto visível a olho nu tão brilhante quanto as estrelas da Ursa Maior.

Mas, diz Karl Battams do Laboratório de Pesquisa Naval, "prepare-se para ser surpreendido. Um novo cometa a partir da Nuvem de Oort é sempre uma incógnita, a passagem dele tanto pode ser um espetáculo, como também pode ser uma frustação". O cometa Pan-STARRS nunca foi testado pelo calor feroz e força gravitacional do Sol. Tudo depende do que vai acontecer com o material congelado existente no cometa, se as veias congeladas do cometa se abrirem, isso poderá lançar jatos berrantes de gás e poeira no céu noturno.

"Devido à sua pequena distância do sol, Pan-STARRS deve ser muito ativo, produzindo uma grande quantidade de poeira", prevê Matthew Knight do Observatório Lowell.
No entanto, ele adverte: "Ainda será difícil de ver. Do nosso ponto de vista sobre a Terra, o cometa estará muito perto do sol. Isso significa que ele só será observável no crepúsculo, quando o céu não é totalmente escuro".

As melhores datas para observá-lo serão nos dias 12 e 13 de março, é quando Pan-STARRS surge no céu do por do Sol ocidental não muito longe da lua crescente. "Meu palpite é que a principal característica visível a olho nu será o coma gasoso em torno da cabeça do cometa", diz Knight. "A cauda do cometa provavelmente exigirá binóculos ou um pequeno telescópio".

Duas outras datas importantes são 5 de março, quando o cometa se aproxima da Terra (cerca de 100 milhões de quilômetros) e 10 de março, quando o cometa se aproxima mais do sol. A dose de aquecimento solar que recebe apenas dentro da órbita de Mercúrio poderia ser apenas o que o cometa precisa para se tornar visível a olho nu.

Fonte: Science.Nasa

Atualização 02/03/2013

O cometa C/2011 L4 foi visto na noite desta sexta no Vale do Sinos no Rio Grande do Sul - Brasil. O fotógrafo do Jornal NH Inézio Machado e o pesquisador de Astronomia Leonardo Severi fotografaram o astro por volta das 19h30 desta sexta-feira com suas câmeras instaladas no bairro Cidade Nova, em Ivoti. 
Foto: Inézio Machado/GES

Atualização 11/03/2013

Foto do Cometa PanSTARRS capturada por Bruno Lemos em Aquidauana-MS - Brasil

Foto tirada por Douglas Bortolanza Lara no céu de Dourado-MS - Brasil
O cometa C/2011 L4, conhecido também como Panstarrs, foi visto na noite desta sexta no Vale do Sinos. O fotógrafo do Jornal NH Inézio Machado e o pesquisador de Astronomia Leonardo Severi fotografaram o astro por volta das 19h30 desta sexta-feira com suas câmeras instaladas no bairro Cidade Nova, em Ivoti.  - See more at: http://www.diariodecanoas.com.br/regiao/441876/cometa-panstarrs-e-visto-na-noite-desta-sexta-feira-no-vale-do-sinos.html#sthash.0bBry0LL.dpuf

17 de fevereiro de 2013

Bola de fogo no céu da California (EUA)



Uma bola de fogo foi vista caindo do céu nos Estados Unidos nesta sexta-feira (15), mesmo dia em que caiu a chuva de meteoritos na Rússia e que um asteroide passou "raspando" pela Terra.
Um vídeo amador gravado por um motorista na Califórnia mostra uma bola brilhante cruzando rapidamente o céu. Várias testemunhas afirmaram ter visto a bola de fogo caindo.
Esse evento é apenas uma coincidência com o ocorrido na Rússia, pois meteoritos caem diversas vezes todos os dias na Terra. Esses corpos celestes são muito difíceis de serem detectados do espaço por serem muito pequenos, isso dificulta o registro do evento. Também devemos levar em consideração que a água cobre 71% da superfície da Terra, logo, a probabilidade de registrar esse tipo de evento em terra, é bem menor.

15 de fevereiro de 2013

Queda de meteoro na Rússia


Pelo menos 1200 pessoas ficaram feridas depois de um meteoro de 10 a 40 toneladas se ter desintegrado na atmosfera, sobre a Rússia, despejando meteoritos na região de Cheliabinsk, a leste dos montes Urais.
Os habitantes de Cheliabinsk foram surpreendidos, cerca das 9h30 (1h30 em Brasília), por um rasto incandescente a cruzar o céu, seguido de um intenso clarão. Uma grande explosão ouviu-se depois, partindo vidros, danificando coberturas e fazendo disparar os alarmes dos automóveis. Muitos dos feridos foram atingidos por estilhaços dos vidros.
A zona mais afetada fica perto da cidade de Cheliabinsk. O estado de emergência foi declarado em três distritos da região - Krasnoarmeisky, Korkinsky e Uvelsky. Entre os feridos contavam-se, segundo a agência Itar-Tass, mais de 200 crianças.
Num balanço apresentado ao princípio da noite, hora local, contavam-se 170 mil metros quadrados de vidros partidos, 2962 edifícios de apartamentos e 361 escolas danificadas. A principal prioridade do Governo era a de acalmar a população e reinstalar os vidros no menor espaço de tempo possível, dada as temperaturas polares que se sentem naquela região nesta altura.
Uma fonte do Ministério do Interior russo citada pela AFP refere estragos materiais em seis cidades. A agência RIA Novosti diz que foram atingidas três regiões da Rússia e do vizinho Cazaquistão.
"Informações verificadas indicam que foi um meteoro que se incendiou quando se aproximou de Terra e se desintegrou em pequenas partes", disse Elena Smirnykh, do Ministério das Situações de  Emergência, citada pela RIA Novosti. Segundo a agência espacial russa, Roscomos, deslocava-se à velocidade de 30 quilómetros por segundo.
Vários meteoritos terão atingido o solo.“Houve dezenas de fragmentos consideravelmente grandes, alguns dos quais chegaram ao solo”, disse o ministro russo das Situações de Emergência, Vladimir Puchkov, citado pelo agência. “Equipas especiais de cientistas estão no local a estudar estes fragmentos.”
De acordo com Margaret Campbell-Brown, astrônoma da University of Western Ontário, no Canadá, este meteoro deveria ter aproximadamente 15 metros de diâmetro quando entrou na atmosfera e massa de 40 toneladas.
Imagens mostram um círculo geometricamente talhado por um destes fragmentos que caiu sobre um lago congelado próximo da cidade de Chebakul.
A Roscomos informou que é difícil prever este tipo de ocorrência. "Segundo a informação disponível, o objeto não foi registado pelos sistemas de observação espacial russo ou estrangeiros devido às características especiais da sua movimentação. A entrada destes objetos na atmosfera é acidental e difícil de prever”.
O Governo diz que não há danos nas unidades militares existentes na região. Os prejuízos materiais terão sido provocados sobretudo pelas ondas de choque de uma explosão, audível em vários vídeos que captaram a ocorrência.
Testemunhas na cidade de Cheliabinsk ouvidas pela Reuters dizem ter visto, às primeiras horas da manhã, objetos brilhantes a caírem do céu. Ouviram estrondos, sentiram edifícios a abanar e os alarmes de carros dispararam na mesma altura. "Definitivamente não foi um avião [em queda]", disse um responsável da proteção civil, ouvido pela agência Reuters, pouco depois da ocorrência.
Não há qualquer relação deste episódio com a passagem do asteroide DA14 que aconteceria em 15/02/20013.


 Rádio Estadão

1 de fevereiro de 2013

Asteroide 2012 DA14 passará muito próximo da Terra em 15/02/2013


Quando foi descoberto por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra, na Espanha, o asteroide 2012 DA14 de aproximadamente 50 metros de diâmetro, se localizava a cerca de 2.5 milhões de km do nosso planeta, seis vezes a distância entre a Terra e a Lua.
No dia 15 de fevereiro de 2013, o pequeno asteroide irá passar muito próximo da Terra, cerca de 22 mil quilômetros, isso é aproximadamente 3,5 raios terrestres da superfície da Terra. A trajetória da rocha será justamente na área onde ficam os satélites de comunicação e meteorológicos. Em se tratando de astronomia,
22 mil quilômetros é uma distância muito pequena.
Apesar de “passar de raspão”, os especialistas garante que não há risco algum para a Terra. As chances de impacto contra a Terra são desprezíveis, estimada em zero na Escala Torino, que vai até 10. A oportunidade será usada para estudar este asteroide e também analisar como sua passagem vai interagir com a gravidade da Terra.
Estima-se que 2012 DA14 tenha uma massa de 120 mil toneladas. Se atingisse nossa atmosfera, produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século 20 acima dos céus da Sibéria.

Aproximações futuras
Se a distância do asteroide em 15 de fevereiro de 2013 permite classificar as chances de impacto como zero na Escala Torino, como serão as probabilidades futuras?
Responder a essa pergunta não é tão fácil como parece e depende de inúmeros fatores. Quanto maior o número de observações feitas pelos astrônomos, maior é a precisão do cálculo orbital do objeto. Até 5 de março, segundo o Centro para Objetos Próximos à Terra, NEO, da Nasa, a possibilidade de impacto entre 2020 e 2057 se mantinha em zero, apesar de previsão de distâncias ainda menores que fevereiro de 2013.
A partir de 2020 até 2057, 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos à nossa atmosfera. Em 15 de fevereiro de 2026, por exemplo, estima-se que a rocha passará a apenas 890 km de distância e em 2033 essa distância será ainda menor, de 512 km. Em 16 de fevereiro de 2040 o asteroide chegará ao menor valor previsto, de apenas 448 km.
Muito embora sejam valores muito próximos de nossa atmosfera, as chances de impacto, segundo o NEO, permanecem em zero. No entanto, à medida que mais observações forem feitas novos resultados deverão ser divulgados, aumentando ou diminuindo o risco de colisão.
No momento, a única afirmação correta é que não há qualquer chance de impacto para fevereiro de 2013. Para os outros anos, ainda é muito cedo para qualquer afirmação.
Apenas para situar melhor o leitor, em outubro de 2008 o asteroide 2008 TS26 chegou a apenas 6150 km e em março de 2004 a rocha 2004 FU162 passou a 6535 km de distância.

Fontes: Nasa / Apolo11

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