6 de dezembro de 2011

Kepler-22b - Planeta na "zona habitável"

A NASA anunciou a descoberta de um planeta chamado Kepler-22b, o planeta foi encontrado pela sonda Kepler orbitando uma estrela parecida com o nosso Sol, essa órbita está na "zona habitável", aquela onde as temperaturas permitem o desenvolvimento da vida.

Sabe-se que o planeta tem 2,4 vezes o raio da Terra e, está a 600 anos-luz de distância de nós, com órbita de 290 dias. Não se sabe ainda se o planeta é rochoso, gasoso ou líquido.

A missão do observatório espacial Kepler, iniciada em 2009, é recolher dados e provas de planetas que orbitam ao redor de estrelas em "zonas habitáveis", onde pode existir água líquida e, portanto, vida. Neste mesmo ano, começou-se a elaborar uma lista com esses possíveis planetas Hoje são mais de 2.326 planetas, destes, 207 possuem tamanho parecido com o da Terra.

Natalie Batalha, subdiretora da equipe de cientistas do Centro Ames afirmou: "estamos cada vez mais perto de encontrar um planeta parecido com a Terra".

Ilustração: NASA / Tradução: André Portugal
Fonte: NASA

24 de novembro de 2011

Uma viagem ao redor da Terra

O alemão Michael König resolveu fazer um vídeo, onde ele usa uma técnica conhecida como "time lapse".

Ele acelerou as imagens que foram tiradas pela Estação Internacional Espacial (ISS), entre agosto e outubro de 2011. As imagens formaram um vídeo, no qual ele mostra uma viagem ao redor da Terra.

O interessante, é que dá para ver o colorido da aurora boreal, e até mesmo algumas tempestades, isso sem falar nas luzes das cidades grandes e até os detalhes dos oceanos.

25 de outubro de 2011

Carta de Einstein é leiloada

Em 1939, Albert Einstein escreveu uma carta a um empresário de Nova York, Hyman Zinn, elogiando-o por ajudar os judeus foragidos das perseguições nazistas na Alemanha de Adolf Hitler. A carta foi escrita à máquina, em papel timbrado da Universidade de Princeton.
Na carta, Einstein faz uma advertência quanto ao "calamitoso perigo" representado pelos nazistas para os judeus, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.
Na carta: 
"Deve ser uma fonte de profunda satisfação para você estar fazendo uma contribuindo tão importante para resgatar nossos companheiros judeus perseguidos de seu calamitoso perigo e conduzindo-os para um futuro melhor”
"O poder da resistência que permitiu ao povo judeu sobreviver durante milhares de anos se baseou, em grande medida, na tradição da ajuda mútua".
"Nestes anos de angústia, nossa disposição de ajudar uns aos outros está sendo à prova de maneira especialmente severa. Podemos suportar esta prova, assim como fizeram nossos pais antes de nós".
"Não temos outro meio de autodefesa além de nossa solidariedade e nosso conhecimento de que a causa pela qual estamos sofrendo é uma causa transcendental e sagrada".

A carta foi leiloada nos Estados Unidos por US$ 13.936 (aproximadamente R$ 24,7 mil). O preço mínimo era de US$ 5.000 a US$ 7.000.


7 de outubro de 2011

III Evento Cosmos - Terra e Espaço

O site Aumanack e o Grupo de Ficção Científica Alpha, com apoio da Estação Ciência - USP, realizarão no dia 8 de outubro o "III Evento Cosmos: Terra e Espaço".

A série  “Cosmos” foi assistida por mais de 500 milhões de telespectadores em mais de 60 países.  Ela foi produzida e veiculada pela televisão pública norte-americana KCET/PBS em 1980, tendo sido a série de divulgação científica mais popular da história da televisão mundial, Seus 13 episódios trouxeram o mais avançado conhecimento científico da época ao alcance de todo e qualquer público.


Programação:
 
=> 9h00 – Abertura do evento
=> 9h05 – Episódio 10: “O Limiar da Eternidade” série Cosmos - legendado
=> 10h00 – Palestra: “Extraterrestres: Ficção, Ciência e Polêmica”. Palestrante: Renato Azevedo – site Aumanack
=> 11h00 – Palestra “Presente de um mundo distante”. Palestrante: Douglas Camillo-Reis Grupo de Ficção Científica Alpha
=> 12h00 – Episódio 9: “A Vida das Estrelas” série Cosmos - legendado 
=> 13h00 – Palestra "Evolução e Extinção" Palestrante: Átila Oliveira
=> 14h10 – Palestra “Buracos negros – vilões do universo?” Palestrante Sílvia Reis – Grupo de Ficção Científica Alpha
=> 15h20 – Palestra “Os ônibus espaciais e a conquista do espaço - O Fim de uma Era” Palestrante Denis Zoqbi – Clube de Astronomia de São Paulo
=> 16h30 – Palestra “A verdade sobre um ponto de vista: As mudanças e os modos como às pessoas interpretam a ciência". Palestrante Alan Uemura - site Aumanack
=> 17h45 – Sorteio
=> 18h00 – Encerramento


5 de outubro de 2011

Prêmio Nobel de Física 2011

Os ganhadores do Prêmio Nobel de Física 2011, foram os americanos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess.
Eles trabalharam na observação de estrelas supernovas distantes, e chegaram a descoberta da expansão acelerada do universo.

Desde 1920, achava-se que o universo se expandia cada vez mais devagar, mas os cientistas analisaram a explosão de um tipo específico de estrelas no fim de sua vida “supernova”, trata-se de uma velha estrela compacta, tão pesada quanto o Sol. A análise da luz emitida nessas situações, permitiu demonstrar que o universo cresce de forma acelerada.

Essa aceleração é movida pela misteriosa energia escura, uma força que constitui cerca de 75% do universo, mas sobre a qual ainda se sabe muito pouco.
Essa conclusão veio como uma enorme surpresa para os cientistas, disseram os membros do comitê do Nobel.
As pesquisas realizadas pelo trio também mostram como equações da teoria da relatividade geral, a principal teoria desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein em 1915, estão corretas.

23 de setembro de 2011

Satélite cairá na Terra


Imagem ilustrativa: NASA
O satélite UARS (Upper Atmosphere Research Satellite), da NASA, cairá na Terra em algum momento desta sexta-feira.
Depois de vinte anos colocado em órbita pelo ônibus espacial Discovery, o satélite ficou os últimos seis anos com uma órbita improdutiva ao redor da Terra.
Ainda não há dados exatos de onde ele cairá, embora estejam sendo feitos todos os tipos de medições e cálculos para adiantar quais são as probabilidades. O certo é que, depois que o satélite se despedaçar no ar, muitas de suas partes (fabricadas com berílio, titânio e aço) não irão se desintegrar ao penetrar na atmosfera terrestre.
A NASA está fornecendo informações sobre a movimentação do UARS através de uma página própria na internet. A Agência Espacial Russa, por sua vez, tem suas próprias medições, e anunciou há alguns dias que os restos do satélite cairão no mar, próximo a Papua Nova Guiné. Apesar do risco da queda provocar algum acidente envolvendo vidas humanas ser muito baixo, uma probabilidade de 1 para 3.200. É bom ficar de olho no site da NASA, probabilidade é probabilidade!
Site da NASA.

Fontes: NASA / The History Channel

14 de setembro de 2011

Missão não tripulada à Lua

Foto: AP
Com um custo de 500 milhões de dólares, a NASA lançou no dia 10/09/2011, duas naves não tripuladas em direção a Lua, as naves terão o objetivo de orbitar a Lua para medir seu campo gravitacional e elaborar um mapa do interior do satélite, que se formou há 4 bilhões e 500 milhões de anos.

Quando em órbita lunar, as gêmeas GRAIL-A e GRAIL-B percorrerão 4.2 e 4.3 milhões de quilômetros cada uma, e durante essa jornada enviarão sinais de rádio que definirão com extrema precisão a distância entre elas. Cada sonda tem o tamanho de uma máquina de lavar comum. O mecanismo é o mesmo utilizado na missão Grace, que mapeia a gravidade da própria Terra desde 2002.




Imagem ilustrativa: NASA/JPL
O objetivo será criar um mapa altamente preciso do campo gravitacional lunar, através da dilatação e contração da distância entre as sondas, provocadas por minúsculas variações regionais da gravidade.

Os cientistas esperam da missão GRAIL resposta a algumas incógnitas sobre o lado escuro da Lua, que os humanos jamais exploraram, e dados sobre como foram formados os outros planetas rochosos, como a Terra, Vênus, Marte e Mercúrio.


Imagem ilustrativa: Efe/Nasa

Segundo o previsto, as naves gêmeas alcançarão a órbita polar da Lua no final do ano e vão girar em torno do satélite terrestre durante três meses. Essa missão integra o programa Discovery da NASA, que já lançou dez naves desde 1992 para estudar o Sistema Solar.

Atualmente três satélites científicos estão orbitando a Lua, doze pessoas já pisaram na superfície lunar, e 382 kg de rochas e amostras do solo foram trazidas à Terra para serem estudadas.

Segundo o programa previsto, os satélites gêmeos GRAIL viajarão à Lua por mais de três meses. Uma das naves entrará em órbita lunar na véspera do Ano Novo e a segunda no dia do novo ano. Uma vez lá, as duas naves se alinharão e basicamente perseguirão uma à outra em uma órbita polar enquanto a Lua roda lentamente debaixo delas, segundo os cientistas.

As duas ficarão a 55 km sobre a superfície lunar, com uma distância entre elas de 60 a 225 km. Quarenta dias depois de terminar seu trabalho, a dupla se dirigirá à superfície lunar, onde continuarão pesquisando por um ano.

(Crédito: Nasa/JPL-Caltech)



10 de setembro de 2011

Estrela Antares

Ilustração comparativa
Antares é uma estrela fácil de ver a olho nu, é uma estrela supergigante vermelha, de brilho variável, localizada na cabeça da constelação de Escorpião. Ela é 1600 vezes maior que o Sol. Sua luminosidade visual é cerca de 10.000 vezes a do Sol. Sua massa equivale a 17 massas solares, mas para a nossa sorte, ela fica a uma distância de 600 anos-luz da Terra.
O nome Antares é derivado de Anti-Ares, que significa (Anti-Marte), pois Antares se assemelha em sua cor avermelhada e brilho a Marte, rivalizando com o planeta.
Antares não está sozinha, ela tem uma estrela companheira azul, chamada Antares B. ambas ficam girando em torno de um centro comum, como um belo carrossel estelar. Por causa do Brilho forte de Antares A, para ver Antares B, é necessário observar com um telescópio com abertura de pelo menos 150 mm.

A melhor época do ano para ver Antares é em 31 de maio, quando a estrela está em oposição com o Sol. Nesse momento, a estrela é visível a noite inteira. Por duas a três semanas do final de novembro, Antares não é visível totalmente devido ao brilho do Sol. Esse período de invisibilidade é maior no hemisfério norte do que no hemisfério sul.

31 de agosto de 2011

Filme "Hubble 3D"


Desenvolvido com o apoio da NASA, agência espacial norte-americana, o filme “Hubble 3D”, mostra de perto uma viagem do recém-aposentado ônibus espacial Atlantis, ocorrida em 2009 para a atualização e manutenção do telescópio espacial Hubble. As imagens no espaço foram feitas pelos próprios tripulantes da nave, em pleno trabalho.

Da mesma equipe responsável pelo filme IMAX Estação Espacial 3D, Hubble 3D mostra a saga de maior sucesso no espaço desde o pouso na Lua. O filme nos leva a galáxias distantes causando impacto profundo na maneira como vemos o universo e a nós mesmos.



No Brasil, o filme estreou dia 28/08/2011, com Sessões no Espaço Unibanco.
RUA TURIASSU, 2100 - São Paulo - SP
‎Horários: 13:00‎ ‎14:30‎ ‎16:00‎ ‎17:30‎ ‎19:00‎ ‎20:30‎ ‎22:00
Duração: ‎43minutos‎‎ - Livre‎‎ - Ficção‎‎ - Dublado‎

28 de agosto de 2011

Planeta de Diamante

Ilustração
Astrônomos localizaram um planeta exótico, a uma distância de 4.000 anos-luz da Terra, o planeta gira em torno de uma pequena estrela nos confins da nossa galáxia, essa pequena estrela  provavelmente é remanescente de uma estrela que já foi gigantesca, mas que perdeu suas camadas externas para a estrela que orbita.
Segundo relato de Bailes e seus colegas da revista Science, as medições sugerem que o planeta, com um "ano" de 130 minutos, tem uma massa ligeiramente superior à de Júpiter, mas é 20 vezes mais denso.
O novo planeta é bem mais denso do que qualquer outro já visto, e consiste praticamente só de carbono. Por ser tão denso, os cientistas calculam que o carbono deve ser cristalino, ou seja, uma grande parte dele poderia ser mesmo de diamante, e também deve conter oxigênio, que pode ser mais abundante na superfície, tornando-se mais raro na direção do centro, onde há mais carbono. 
Alguns astrofísicos não gostam de dizer que essa camada seja de diamante, eles preferem dizer que é apenas uma camada fina de carbono cristalino.

17 de agosto de 2011

Um ponto de exclamação no espaço

A NASA divulgou uma foto de duas galáxias que, juntas, parecem formar um ponto de exclamação. Daqui a milhões de anos, essas duas espirais se fundirão.
Na parte de cima da foto está a galáxia VV 340 Norte e o 'ponto' da exclamação cósmica, na parte de baixo da figura, é a galáxia VV 340 Sul.
As galáxias estão em um estágio inicial de interação, e foram fotografadas pelo telescópio espacial de raio X Chandra, junto com dados óticos obtidos pelo telescópio Hubble.
A nossa galáxia Via Láctea também se colidirá com a galáxia Andrômeda, mas isso ainda vai demorar alguns bilhões de anos.

Uma galáxia é um aglomerado de gás, poeira e centenas de bilhões de estrelas que se mantêm unidas através da força gravitacional. Essas estrelas não ficam amontoadas, pelo contrário, ficam afastadas entre si, em média 3 ou 4 anos-luz.
Em um encontro de galáxias, é muito difícil que as estrelas das duas galáxias se choquem. É que a distância que as separa é muito grande em relação a seus tamanhos, de modo que uma galáxia inteira pode passar por dentro de outra sem que haja um único choque.

25 de julho de 2011

Cosmos

Um dia eu fui até a locadora escolher um filme, naquela época os filmes ainda eram em fitas de VHS, isso foi no ano de 1989, eu tinha apenas 12 anos de idade. Procurei por um bom tempo algum filme, mas nenhum havia me interessado, quase desistindo, avistei uma fita escondida nas prateleiras, tinha na capa, imagens do Universo e o título de “Cosmos”.  Ai pensei, vou levar essa fita mesmo.

Naquela fita, continha uma das séries científica apresentada por Carl Edward Sagan (09/11/1934 – 20/12/1996), astrônomo e divulgador da ciência.
Eu nem poderia imaginar que, ao dar play no velho vídeo K7, estaria assistindo um documentário que influenciaria toda minha vida.
Sagan falava das maravilhas do Universo e da nossa origem no Cosmos, com tão bela didática, que até eu com 12 anos era capaz de absorver aquelas informações científicas.
Que obra maravilhosa Carl Sagan nos deixou.

A série  “Cosmos” foi assistida por mais de 500 milhões de telespectadores em mais de 60 países.  Ela foi produzida e veiculada pela televisão pública norte-americana KCET/PBS em 1980, tendo sido a série de divulgação científica mais popular da história da televisão mundial, Seus 13 episódios trouxeram o mais avançado conhecimento científico da época ao alcance de todo e qualquer público.


Carl Sagan
Nascido em 1934 em Nova Iork, Carl Sagan se destacou como um dos pioneiros da nova disciplina da astro/exobiologia, tendo um papel significativo no programa espacial americano desde o seu início. Ele foi consultor e conselheiro da NASA desde 1950, trabalhou com os astronautas do Projeto Apollo, antes de suas idas à Lua. Chefiou os projetos da Mariner e Viking, pioneiras na exploração do sistema solar, que permitiram obter importantes informações sobre Venus e Marte (1976). Participou também das missões Voyager e da sonda Galileu. Foi decisivo na explicação do efeito estufa em Vênus e o descobrimento das altas temperaturas do planeta, na explicação das mudanças sazonais da atmosfera de Marte e na descoberta das moléculas orgânicas em Titã, Lua de Saturno.
Sagan foi autor de mais de 20 livros científicos, de popularização e de promoção do ceticismo crítico e do método cientifico, além de ter legado cerca de 600 artigos entre técnicos e de popularização. 



Alguns links da série no youtube:

Viagens no Espaço e no Tempo

Céu e Inferno

Uma Voz na Sinfonia Cósmica

O Limiar da Eternidade

Enciclopédia Galáctica

As Vidas das Estrelas

 Persistência da Memória

 

 

7 de julho de 2011

Um brasileiro que conviveu com Albert Einstein


Pouca gente sabe, mas um brasileiro chamado Huberto Rohden, teve a oportunidade de conviver com Albert Einstein na universidade de Princeton, New Jersey (Estados Unidos).
Huberto Rohden nasceu em Tubarão, Santa Catarina, fez estudos no Rio Grande do Sul e se formou em Ciências, Filosofia e Teologia em Universidades da Europa (Áustria, Holanda e Itália).
De volta ao Brasil, trabalhou como professor conferencista e escritor. Publicou mais de 60 obras sobre ciência, filosofia e religião.
Huberto Rohden
Huberto Rohden:
Os anos de 1945 a 1946 passei na Universidade de Pricenton, Estados Unidos, aceitando uma bolsa de estudos para “Pesquisas Científicas”, oferecida por essa Universidade.
Quase nada sabia eu, até essa data, do maior matemático do século – e talvez de todos os tempos – que lançou as bases para a Era Atômica. Nem mesmo sabia da sua presença em Princenton, pequena cidade derramada no meio de vasto descampado, a uma hora de trem de New York. Cerca de um mês após minha chegada a Princeton, passando um dia pela Mercer Street, meu companheiro mostrou-me um sobradinho modesto em pleno bosque e quase totalmente coberto de trepadeiras, dizendo que lá morava Albert Eisntein.
Mais tarde, em companhia de outro brasileiro, consegui uma rápida visita a esse homem solitário e taciturno. Cabeleira desregrada, barba por fazer, sapatos sem meias, todo envolto em um vasto manto cinzento, com olhar longícuo de esfinge em pleno deserto – lá estava esse homem cujo corpo ainda vivia na Terra, mas cuja mente habitava nas mais remotas plagas do cosmos, ou no centro invisível dos átomos.
Conversar com Einstein seria profanar a sua sagrada solidão.
Mais tatde descobri que ele costumava subir, cada manhã, o morro atrás da Universidade, em cujo topo verde se ergue o Institute for Advanced Studies(Instituto para Estudos Superiores), onde Einstein se encontrava com a equipe atômica – Oppenheimer, Fermi, Bohr, von Braun, Meitner, e outros corifeus.
Durante essa subida, através do bosque, era possível a gente se encontrar com Einstein sem ser importunado. Ele subia quase sempre sozinho, mais cosmo-pensado que ego-pensante. Às vezes, emparelhava eu com o silencioso peregrino sem que ele me visse – tão longe divagava sua mente pelo mundo dos átomos ou dos astros.
Esses encontros solitários eram a única oportunidade para expor as minhas idéias, então ainda embrionária, sobre a misteriosa afinidade entre Matemática, Metafísica e Mística, que mais tarde expus em aulas e livros, com grande estranheza dos de fora.
Já nesse tempo me convenci de que um homem pode atingir os pináculos da mais pura ética sem o recurso a nenhuma religião particular. Einstein era o exemplo vivo de um homem bom e feliz, ele que não professava nenhuma espécie de religião confessional. Era um homem profundamente religioso sem nenhuma. Na teologia era Einstein considerado como “ateu” – mas à luz da verdadeira filosofia era ele um grande “místico”.
Trecho retirado do livro - "Einstein - O Enigma do Universo"
A zero hora do dia 7 de outubro de 1981, após longa internação em uma clínica naturalista de São Paulo, aos 87 anos, o professor Huberto Hohden partiu deste mudo e do convívio de seu amigos e discípulos.

O Pálido Ponto Azul



Carl Sagan expõe seus pensamentos sobre essa foto histórica, numa conferência em 11 de Maio de 1996.
"Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colheitador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.
As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.
A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.
Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido."
"Carl Sagan"

2 de julho de 2011

Tycho Brahe

Tycho Brahe nasceu no dia 14 de dezembro de 1546 em Knudstrup, Dinamarca. Ele foi um astrônomo observacional da era que precedeu à da invenção do telescópio, e as suas observações da posição das estrelas e dos planetas alcançaram uma precisão sem paralelo para a época.
Tycho Brahe tinha 20 anos em 1566, quando se envolveu em uma disputa intelectual com um nobre dinamarquês chamado Manderup Parsberg, essa disputa acabou terminando em um duelo, do qual Tycho saiu sem um pedaço do nariz, que foi substituído por uma prótese de ouro, que escondia perfeitamente a parte mutilada.
Tycho Brahe sempre contou com a ajuda de parentes e governantes para seus estudos e excentricidades. O rei Frederico II da Dinamarca chegou a lhe dar uma ilha para fazer suas experiências, Tycho Brahe a transformou num pequeno reino cuja corte tinha até bobo, mas foi nessa ilha que ele construiu um observatório, Uraniborg, no qual fez uso de uma variedade de instrumentos (quadrantes, rodas, sextantes e esferas amilares rotativas), para perscrutar o céu. Construiu adicionalmente uma instalação subterrânea, para guardar os instrumentos, além de biblioteca, gráfica, laboratório de alquimia, fornalha e prisão para servos relapsos.
Uraniborg cresceu a ponto de tornar-se uma cidade, enquanto ele elevava a astronomia observacional a um estágio sem precedente, advindo-lhe em consequência enorme reputação internacional.

Em 1588, com a morte do Rei Frederico II, Tycho Brahe acaba não só perdendo quem lhe financiava, mas também perdendo sua ilha e a posição que ocupava na Dinamarca, pois ele não se dava muito bem com o novo rei Christian IV, e com os nobres da corte.
Em 1597, Tycho pegou a maioria de seus equipamentos, reuniu sua família e funcionários, e começou a se mover por toda a Europa, em busca de um local adequado para a criação de um novo observatório. Ao longo dos próximos dois anos, ele ficou em várias cidades alemãs, em seguida, em 1599, Tycho foi convocado para a corte de Rodolfo II, rei da Boêmia, o rei Rodolfo II tinha transformado Praga no centro cultural da Europa, e também resolveu financiar Tycho, lhe nomeando como Mathematicus imperial, com um salário de 3.000 florins por ano, e deu-lhe o castelo de sua escolha.
Foi em Praga que Tycho contratou como assistente o astrônomo alemão Johannes Kepler, a quem, antes de morrer, confiou todos os seus dados sobre as estrelas e um cuidadoso trabalho sobre o planeta Marte.
Tycho Brahe morreu em 24 de outubro de 1601, onze dias depois de ficar muito doente durante um banquete. Por centenas de anos, a crença geral foi que ele teria morrido de um problema na bexiga. Foi dito que ele teria evitado de sair do banquete antes do fim, por boas maneiras, e que isso teria causado o rompimento de sua bexiga, desenvolvendo uma infecção, que o matou. Essa teoria foi apoiada pelo relato de Kepler.
Após a sua morte, os seus registros dos movimentos de Marte permitiram a Johannes Kepler descobrir as leis dos movimentos dos planetas, que deram suporte à teoria heliocêntrica de Copérnico. Tycho não defendia o sistema de Copérnico, mas propôs um sistema em que os planetas giram à volta do Sol e o Sol orbitava em torno da Terra. Era uma maneira de propor um meio termo entre a igreja e ciência.
Consta que antes de morrer, Tycho Brahe teria dito a Kepler: "Ne frustra vixisse videar!", "Não me deixe parecer ter vivido em vão"
O sepulcro de Tycho Brahe foi aberto no dia 15 de Novembro de 2010, na Igreja Týnský em Praga por uma equipe internacional de arqueólogos dinamarqueses e tchecos, doutores, químicos e antropólogos. Os investigadores esperam usar testes de DNA e outras modernas ferramentas diagnósticas para aprender o mais possível acerca da história médica e da vida de Tycho Brahe.
Arqueólogos levantam o pequeno caixão com os restos mortais do astrônomo Tycho Brahe.
Crédito: AFP

16 de junho de 2011

Eclipse Lunar



Além do Brasil, Argentina, Uruguai, países europeus e asiáticos puderam observar o eclipse lunar ontem dia 15 de Junho, que começou por volta das 17h25 no horário de Brasília, e durou cerca de três horas.
O eclipse lunar trata-se de um fenômeno que ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua entram em alinhamento nessa ordem, neste caso, a Terra projeta uma sombra na Lua, fazendo-a escurecer. Se a sombra cobrir totalmente a Lua, então o eclipse é total, caso cubra somente uma parte, o eclipse é parcial.
Observadores puderam notar o astro no céu com uma cor laranja ou quase vermelha, que ocorre pela reflexão de raios solares na atmosfera terrestre.
Dados da NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, mostram que o próximo eclipse lunar deve acontecer em 10 de dezembro de 2011.

28 de maio de 2011

Você sabia que o Brasil produz luz síncrotron?


Anel Acelerador
O Brasil é um dos 26 países no mundo que têm laboratórios síncrotron. No Hemisfério Sul só o Brasil tem uma fonte de luz síncrotron. Isto mostra a importância deste laboratório para o nosso país e explica, também, porque o LNLS (Laboratório Nacional Luz Sincrotron) também recebe pesquisadores não brasileiros.

O Laboratório fica na cidade de Campinas, no estado de São Paulo, e seu equipamento  está em uso desde 2 de julho de 1997. Foram necessários nove anos de trabalho para desenhar e construir a fonte de luz sincrotron. O mais interessante, é que o laboratório foi construído por uma equipe de cientistas brasileiros, e a equipe tem total domínio sobre a fonte de luz síncrotron. Hoje, graças a esta competência, o LNLS fabrica componentes para outros laboratórios síncrotron, por exemplo. A equipe brasileira não depende de ninguém para fazer funcionar a fonte de luz síncrotron e mantê-la sempre atualizada tecnologicamente.

No LNLS, cientistas fazem pesquisas para ampliar o conhecimento sobre os átomos e as moléculas. Todos os materiais são feitos de átomos e moléculas. Logo, os cientistas querem entender cada vez mais os materiais, em especial as propriedades microscópicas destes. Ao recorrer ao LNLS, os pesquisadores encontram aqui um potente instrumento - uma fonte de luz síncrotron. No LNLS há também microscópios muito potentes, também utilizados por cientistas com o objetivo de investigar propriedades e características de átomos.

Para que servem as pesquisas feitas no LNLS?
O equipamento gera uma potente energia, que abrange quatro faixas do espectro eletromagnético: a parte do visível (que o olho humano é capaz de ver) e três outras faixas que a visão humana não percebe: o raio-X, o raio ultravioleta e o raio infravermelho.

Com raios-X, por exemplo, cientistas conseguem "ver" muitas características de materiais. Assim como é possível, com determinado tipo de raios-X  verificar uma fratura no osso, com raios-X mais potente é possível descobrir características de átomos ou moléculas, que são os ingredientes existentes em todos os materiais. O raio infravermelho e o raio ultravioleta também se prestam para estudar inúmeros materiais. O objetivo é gerar conhecimentos que poderão servir para construir novos materiais ou novos medicamentos, por exemplos. Cada vez mais, no século XXI, o homem irá manipular os átomos, fazendo um tipo de engenharia muito avançada. Com o LNLS, o Brasil está nesta corrida.

O futuro
Ano passado, a direção do LNLS anunciou a construção de uma nova fonte que se chamará Sirius. Considerada de 3ª Geração, essa fonte será  maior e mais potente do que a atual, contará com 3 GeV de capacidade energética, e será equivalente às fontes ALBA (Espanha) e Diamond (Reino Unido), e superior à fonte Soleil (França), que conta com 2,75 GeV.
Essa é uma porta aberta para colocar o país no páreo de uma tendência mundial, que é utilizar esse tipo de luz para auxiliar diversas pesquisas científicas e industriais, estimulando assim o desenvolvimento de novas tecnologias. Com esse tipo de luz, o Brasil poderá ser um importante colaborador e até mesmo galgar o protagonismo nos mais variados tipos de investigações no mundo, como o desenvolvimento de fármacos inteligentes, que ajudariam com mais eficiência no tratamento de diversas enfermidades. Para ajudar nesse tipo de pesquisa o LNLS mantém centros de pesquisas associados, como o Centro de Biologia Molecular e Estrutural (CEBIME) que em conjunto com o Instituto Butantan desenvolve um estudo que investiga a estrutura de uma proteína que é sintetizada pelo parasita Schistosoma mansoni, responsável pela esquistossomose. Elucidar a estrutura desta proteína vai abrir perspectiva para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença.

 Animação gráfica da nova fonte sincrotron "Sirius"

18 de maio de 2011

Possível existência de vida no planeta Gliese 581d


Astrônomos franceses anunciaram esta semana, que o planeta chamado Gliese 581d, apresenta condições favoráveis para a existência de formas de vida. Ele é um dos quatro planetas que ficam fora do sistema solar e orbitam uma estrela chamada Gliese 581.  

Com o dobro do planeta Terra, Gliese 581d  possui um solo aparentemente rochoso, e poderia ser o primeiro planeta potencialmente habitável descoberto até hoje, diz o artigo publicado pela revista científica The Astrophysical Journal Letters.

Os cientistas fizeram diversas simulações tridimensionais do clima, e três delas demonstraram que Gliese 581 terá um ambiente estável, e de superfície de água líquida para uma ampla gama de casos plausíveis. Gliese 581d poderia se beneficiar de um efeito estufa, que lhe dá um clima quente a ponto de permitir a formação de nuvens, chuva e oceanos.
Apesar da possível existência de água em estado líquido no planeta, a concentração de dióxido de carbono e o ar denso são tóxicos para seres humanos. A hipótese da existência de vida de outras espécies terá que ser analisada por telescópios.

8 de maio de 2011

Asteroide passará muito próximo da Terra em 2011



O asteroide 2005 YU55, Identificado em 2005 pelo astrônomo Robert McMilan, do Spacewatch Program, em Tucson, no Estado do Arizona (EUA), irá passar a uma distância de 323 mil km da Terra.
Os dados obtidos mostram que o asteroide tem cerca de 400 metros de diâmetro. Segundo descrições, trata-se de um objeto muito escuro, de forma esférica.
A aproximação com a Terra do asteroide 2005 YU55 é incomum pela curta distância e pelo seu tamanho. Em média, ninguém esperaria que um objeto deste porte passasse tão perto em 30 anos", comenta Don Yeomans, da NASA.
A NASA informou que um evento como esse não deve se repetir até 2028, quando o asteroide deve passar a uma distância ainda menor do nosso planeta.
Depois de completar uma volta ao redor do Sol, o asteroide passará entre a Terra e a Lua, sem oferecer risco de impacto.

Asteroide 2005 YU55, imagem do dia 07/11/2011 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)
O asteroide poderá ser observado no dia 8 de novembro de 2011, por meio de telescópios relativamente pequenos, após as 21h na zona do Atlântico leste e oeste africano. Mas não será nada fácil observa-lo, pois estará se movendo em alta velocidade.
Segundo os últimos cálculos publicados pelo laboratório de Dinâmica do Sistema Solar da Nasa, SSD, 2005 YU55 deverá atingir o ponto de maior aproximação da Terra a 325 mil km de distância no dia 8 de novembro de 2011 às 23h28 UTC (20h28 pelo Horário Oficial de Brasília e 21h28 pelo Horário de Verão), cruzando o espaço a 13 km/s. No dia seguinte a rocha se aproxima da Lua e às 07h14 UTC atinge apenas 238 mil km de distância do nosso satélite.
Bom, por enquanto, o maior perigo disso tudo, é aparecer alguma “Seita apocalíptica” profanando o fim do mundo! Cuidado hen!

4 de maio de 2011

Chuva de meteoros invadem o céu




Dessa vez, quem estiver no Brasil, se a meteorologia ajudar, poderá assistir de camarote, pois as melhores condições de visibilidade estarão no hemisfério Sul.
De acordo com a Nasa, o melhor período para observá-la a olho nú, é entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta (6).
Em condições ideais, segundo a agência espacial americana, devem ser vistos entre 40 e 60 meteoritos por hora.
Eu já tive a oportunidade de ver uma chuva de meteoros, e posso dizer que é um espetáculo a parte.
Para quem quiser ver, o ideal é procurar um lugar com pouca luz, pois as luzes da cidade dificultam a visibilidade da chuva de meteoros.
Esses meteoros que aparecerão durante esses dias, são pedaços deixados pelo Cometa Halley, que passou aqui pela última vez em 1986 e só voltará novamente em 2061.
Muita gente nunca viu uma chuva de meteoros, mesmo sendo um evento que acontece varias vezes no ano. Algumas pessoas já viram um risco no céu, e disseram ser uma estrela cadente, mas na verdade, são meteoritos que entram em contato com a atmosfera Terrestre e produzem esse risco no céu.
Na Serra da Cantareira em São Paulo, é o lugar que eu costumo observar chuva de meteoros, lá, as luzes de São Paulo influenciam menos.

Boa sorte, e que o céu esteja aberto.
 

2 de maio de 2011

Viagem "Expresso da Gravidade"

O que aconteceria se uma pessoa tentasse atravessar um túnel de um lado ao outro do planeta, usando apenas a gravidade para Impulsionar o viajante?

Veja no vídeo abaixo:


28 de abril de 2011

As últimas palavras de Albert Einstein



Einstein morreu em 1955. Estava no Hospital de Princeton para tratamento de velhos problemas. Pouco depois da meia noite do dia 18 de abril, a enfermeira Alberta Rozsel estava de pé ao lado do seu leito, vendo-o respirar com grande dificuldade, enquanto dormia. Correu à porta para chamar um médico quando, de repente, ela ouviu a voz de um paciente murmurando algumas palavras em alemão, e correu para o lado da cama. Era tarde de mais. O maior cientista do mundo, o homem que conhecia coisas além da compreensão da maioria das pessoas, havia morrido.

Durante a vida de Einstein, tudo o que ele disse foi reverenciado e considerado de valor por todo o mundo, em toda a parte. Ele falara, agora, pela última vez, mas a senhora Rozsel não compreendia o alemão. Quais foram suas últimas palavras? Ninguém jamais saberá.

Trecho retirado do 
Livro “Einstein por ele mesmo”
Editora Martin Claret

LeiaTambém: