28 de abril de 2011

As últimas palavras de Albert Einstein



Einstein morreu em 1955. Estava no Hospital de Princeton para tratamento de velhos problemas. Pouco depois da meia noite do dia 18 de abril, a enfermeira Alberta Rozsel estava de pé ao lado do seu leito, vendo-o respirar com grande dificuldade, enquanto dormia. Correu à porta para chamar um médico quando, de repente, ela ouviu a voz de um paciente murmurando algumas palavras em alemão, e correu para o lado da cama. Era tarde de mais. O maior cientista do mundo, o homem que conhecia coisas além da compreensão da maioria das pessoas, havia morrido.

Durante a vida de Einstein, tudo o que ele disse foi reverenciado e considerado de valor por todo o mundo, em toda a parte. Ele falara, agora, pela última vez, mas a senhora Rozsel não compreendia o alemão. Quais foram suas últimas palavras? Ninguém jamais saberá.

Trecho retirado do 
Livro “Einstein por ele mesmo”
Editora Martin Claret

27 de abril de 2011

Cientistas produzem antimatéria pesada


Uma colaboração que reúne 584 cientistas de 12 países – inclusive do Brasil – acaba de anunciar feito impressionante: a produção da porção de antimatéria mais pesada até o momento. Trata-se de um antinúcleo do elemento químico hélio. O hélio ‘normal’ (no caso, matéria) tem dois prótons e dois nêutrons. A sua antimatéria é formada por dois antiprótons e dois antinêutrons.

O experimento foi realizado no Laboratório Nacional Brookhaven (EUA) e seus resultados publicados no dia 24 de abril no site da revista Nature. Físicos da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas participaram do estudo.

O que é antimatéria?
Antimatéria é o oposto da matéria normal, da qual é feita a maior parte do nosso universo. Até pouco tempo, a presença da antimatéria no nosso universo era considerada apenas uma teoria.
Em 1928, o físico britânico Paul A.M. Dirac revisou a famosa equação de Einstein, E = mc² e concluiu que Einstein não considerou que o "m" (massa) na equação, poderia ter propriedades tanto negativas como positivas. A equação de Dirac E = ± mc² permitiu considerar a existência de antipartículas no nosso universo. Cientistas, desde então, provaram que existem várias antipartículas.

Exemplo de antimatéria:
Um anti-elétron (um pósitron, elétron com carga positiva) e um antipróton (um próton com carga negativa) poderiam dar forma a um átomo de anti-hidrogênio da mesma maneira que um elétron e um próton dão forma a um átomo normal do hidrogênio da matéria.

Para que serve o estudo da antimatéria?
Quando matéria e antimatéria colidem, a energia liberada pela sua aniquilação é cerca de 10 bilhões de vezes maior que a energia química liberada pela combustão de hidrogênio e carbono, o tipo utilizado pelo ônibus espacial. Reações de matéria-antimatéria são 1.000 vezes mais poderosas do que a fissão nuclear produzida em usinas de energia nuclear e 300 vezes mais poderosas que a energia da fusão nuclear. Portanto, motores de matéria-antimatéria têm o potencial de nos levar mais longe com menos combustível. O problema é criar e armazenar a antimatéria.
Estudos da antimatéria também ajudam a entender um dos maiores mistérios do universo, o Big Bang.

Por que não vemos a antimatéria por aí, espalhada pelo cosmos, em grande quantidade?
A explicação é que, no Big Bang (processo que deu origem ao universo), a natureza – por algum motivo desconhecido – privilegiou a formação de matéria em detrimento da antimatéria. Essa assimetria foi mínima. Grosso modo, a cada bilhões de partículas e antipartículas que se encontravam e se destruíam, sobrava apenas um átomo de matéria. É incrível pensar que foi esse restinho de matéria que formou tudo que vemos hoje no universo.
Fontes:
Ciência Hoje/ RJ




26 de abril de 2011

Mais usinas nucleares no Brasil



O governo brasileiro planeja seguir em frente com a construção de novas usinas nucleares no país e incorporar as lições tiradas do recente acidente em Fukushima, no Japão, apesar dos apelos de especialistas que pedem uma revisão da estratégia brasileira para a geração de energia nuclear.
Coordenador de Comunicação e Segurança da Eletronuclear (empresa ligada ao governo e responsável pela operação das usinas nucleares brasileiras), José Manuel Diaz Francisco diz que os planos de ampliar a produção de energia nuclear “vão em frente” e que a decisão do governo é correta.
“Vamos continuar os empreendimentos em andamento e acompanhar o que está acontecendo em Fukushima”, diz.
Francisco acrescenta que as usinas que serão construídas estão em fase de escolha de locações e ainda não têm tecnologia definida. “(Interromper os planos) Seria atrasar a possibilidade de progresso no Brasil, e por quê? É falta de visão estratégica do crescimento do país”, avalia.
Já para o físico nuclear Luiz Pinguelli Rosa, do Programa de Planejamento Energético da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a primeira providência que deveria ser tomada após o acidente no Japão seria “suspender a ideia de construir mais quatro reatores no Brasil”.
“É hora de parar para pensar. A tecnologia pode mudar de rumo. Os acidentes de Three Mile Island (nos Estados Unidos) e de Chernobyl implicaram certas mudanças na tecnologia, e Fukushima também vai implicar”, afirma.
“Não temos a corda no pescoço para ter que fazer vários reatores agora. Podemos esperar e caminhar com mais segurança”, avalia Pinguelli.
“Esse acidente abala seriamente a confiança que os engenheiros tinham na segurança completa de reatores nucleares”, diz o físico José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), lembrando que o acidente foi o primeiro caso grave desde Chernobyl.
Fonte: BBC Brasil

A minha opinião é a mesma do Físico Luiz Pinguelli, construir mais usinas nucleares no Brasil não é conveniente, diante de tantas outras fontes limpas e seguras que temos. Na verdade, não vejo nada de estratégico em correr risco desnecessário.

25 de abril de 2011

E se a Lua não existisse?





Quando a Lua se formou há 4.5 bilhões de anos atrás, ela era muito mais próxima da Terra, e consequentemente aparecia enorme no céu. Devido essa menor distância, as forças gravitacionais entre a Lua e a Terra eram bem mais fortes do que é hoje, e a Lua levava apenas 5 horas para orbitar a Terra.
A proximidade entre a Lua e a Terra, fez toda diferença para nosso destino. Para se ter uma ideia, as marés dos oceanos eram 1000 vezes maior do que é hoje, ou seja, ao invés de 3 metros, poderiam chegar a 3000 metros. Essas marés intensas colaboraram para criar as condições ideais para o surgimento da vida. As marés arrancaram as camadas externas da crosta terrestre e as levaram aos oceanos, isso acabou criando uma espécie de “sopa” rica em minerais. E assim, a vida na Terra foi capaz de se desenvolver.
Alguns cientistas acreditam que essas marés acabavam formando piscinas, o que seria um ambiente ideal para que a vida evoluísse e se adaptasse ao ambiente terrestre. Essas marés enchiam as piscinas com água durante metade do dia e depois secavam, isso pode ter feito com que essas criaturas tenham desenvolvido pernas e se mudado para a terra.
Outro fato importante, é que a Lua desacelera a órbita da Terra e estabiliza sua rotação, fazendo com que a Terra tenha dias de 24 horas. Caso a Lua nunca tivesse existido, a Terra teria dias de 6 horas de duração, e nossa espécie não poderia ter se desenvolvido, assim como outros mamíferos que depende das noites enluaradas para sobreviver.
É uma pena que muitas pessoas olhem a Lua e o céu em geral, como se fosse um fundo de tela de um computador, como algo que esta ali porque simplesmente deveria estar, sem saber, que na verdade, a existência desses astros é parte crucial na nossa própria existência.

20 de abril de 2011

E quando o segundo Sol chegar?




Gliese 710 é uma estrela anã vermelha, localizada na constelação Serpens, sua massa é estimada +/- a metade da massa do Sol. Sua distância da Terra é de aproximadamente de 63,0 anos luz. Más, segundo cálculos dos astrônomos, sua distância daqui a 1,4 milhões de anos chegará 1,1 anos luz da Terra, isso equivale a 70 vezes a distância da Terra ao nosso Sol, e ela será uma estrela de primeira magnitude tão brilhante quanto Antares.
Gliese 710 tem uma chance de 86% de sair da nuvem de Oort, nuvem esférica de cometas no exterior do sistema solar, e entrar em nosso sistema daqui a cerca de 1,4 milhões de anos.
Em 1999 uma equipe de pesquisadores cruzou dados do satélite europeu Hipparcos, que catalogou a posição e o movimento de cerca de 120 mil estrelas na Via Láctea. A pesquisa, publicada no Astronomical Journal, constatou que Gliese 710 provavelmente esteve a uma distância a cerca de 1,1 anos-luz do Sol. Os autores do estudo, concluíram que a “viagem” de Gliese 710 no passado, ocorreu quando houve a dispersão de milhões de cometas, felizmente, porém, para fora de nosso sistema solar.
Gliese 710 poderá atrair cometas para nosso sistema solar interno e, por consequencia colidirem com os planetas do nosso sistema, inclusive a Terra.
Mas, pensando pelo lado positivo, se a humanidade chegar até essa data sem se autodestruir, já será um grande feito!

17 de abril de 2011

O Planeta Marte


Foto: NASA
O seu nome vem do Deus Romano da guerra, filho de Zeus e Hera. Marte também é conhecido como o “Planeta vermelho”. 
O terreno de Marte é semelhante ao da Terra, tem calotas polares que contêm água e dióxido de carbono gelados, Marte possui a maior montanha do Sistema Solar, o Monte Olimpo, também conhecido por seu nome em latim, Olympus Mons, é um vulcão extinto do planeta, esse vulcão eleva-se a mais de 24 Km de altura da superfície de Marte.
Por mais deslumbrante que seja, Marte possui algumas características geológicas que não parecem em nada com o nosso planeta, sua superfície é um lugar brutal e inóspito para seres humanos. É frio, seco e desolado, as tempestades de poeira podem escurecer o céu durante semanas ou meses. A temperatura cai para -73°C todas as noites, e para piorar essas condições, a atmosfera não tem oxigênio, o ar Marciano e algumas núvens ocasionais, são compostas quase inteiramente de dióxido de Carbono.
Foto: NASA
Marte é pequeno comparado ao planeta Terra, tem apenas a metade de nosso planeta, de que dista cerca de 54 milhões de kilometros, aparece como uma pequena estrela vermelha no céu noturno. Enquanto fotografava lugares potenciais para a aterrissagem de futuras missões tripuladas em Marte, em 1º de julho de 1976, a Viking 1, da NASA, revelou algumas características incomuns da superfície marciana. Uma estrutura com mais ou menos 1,9 km x 2,6 km parecendo, um rosto completo com enfeites. Rapidamente, jornais do mundo todo noticiavam o “Rosto de Marte”. Mas, sob uma luz mais uniforme, a formação geológica não se assemelha a nenhum pouco a um rosto humano, sendo apenas um grupo de montes.
Nosso vizinho planetário, ainda nos fascina com seus mistérios de 4,65 bilhões de anos. Será que existe algum tipo de vida em Marte? Será que um dia poderemos coloniza-lo?
Mesmo sendo hoje um planeta inóspito para os seres humanos, alguns cientistas acreditam que Marte é um forte candidato para uma futura colonização.
Montanhas marciana conhecida como Columbia Hills
(foto: Mars Exploration Rover Mission, JPL, NASA)









Algumas Características
Massa = 6,4185×1023 kg
Aceleração gravitacional = 3,69 m/s²
Área da superfície = 144.798.500 km²
Período Orbital = 686,971 dias
Velocidade = 24,077 km/s
Luas = 2 ( Phobos e Deimos )
Temperatura média = 227 k

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