7 de janeiro de 2013

Quebrada a barreira do zero absoluto



Graças a um capricho da física quântica, físicos da Universidade Ludwig Maximilian, em Munique, puderam alcançar pela primeira vez uma temperatura abaixo do zero absoluto, ao criar um gás quântico ultrafrio feito de átomos de potássio, usando lasers e magnetismo.

Por convenção, o zero absoluto é definido como 0 K na escala Kelvin, -273,15°C na escala Celsius, ou -459,67°F na escala Fahrenheit. Quando um sistema é resfriado até o zero absoluto, então aquele sistema está perfeitamente ordenado e todos os seus constituintes - átomos e moléculas - estão no seu devido lugar. Esta seria a temperatura mais baixa possível.

Os pesquisadores conseguiram chegar apenas alguns bilionésimos abaixo de zero Kelvin. A nova técnica criada pelos alemães abre portas para o desenvolvimento de dispositivos quânticos e materiais com temperatura abaixo de 0 Kelvin.

Mais intrigante do que a temperatura alcançada, é o fato do gás imitar o comportamento da “energia escura”,  força misteriosa que leva o Universo a se expandir a uma taxa cada vez mais rápida contra a força da gravidade. Além disso, o físico teórico Achim Rosch, da Universidade de Cologne, na Alemanha, calcula que, em um sistema como esse, os átomos abaixo do zero absoluto passam a flutuar em vez de serem puxados pela gravidade.

Fonte: nature

4 de janeiro de 2013

Meteorito marciano rico em água é descoberto na Terra



O Meteorito foi aplelidado de "beleza negra"
Nasa/AFP

Cientistas encontraram no deserto do Saara, no norte da África, um meteorito raro de Marte que é rico em água. A rocha basáltica de origem vulcânica contida neste meteorito é similar à composição da crosta marciana ou da parte superior do manto de Marte.

Segundo estudo publicado nesta quinta-feira (3) na revista Science, o meteorito foi descoberto em 2011 e tem aproximadamente 2 bilhões anos, tem 320 gramas e é do tamanho de uma bola de beisebol. O meteorito é semelhante ao material geológico de Marte analisados pelos jipes-robôs Spirit e Opportunity da Nasa.

"Nossas análises dos isótopos do oxigênio mostram que este meteorito, denominado NWA (noroeste da África) 7034, é diferente de todos os demais, visto que sua formação química corresponde à formação do solo de Marte e às interações com a atmosfera do planeta vermelho", explicou Carl Agee, da Universidade de Novo México, um dos co-autores da pesquisa.

De acordo com o estudo, a água do objeto poderia vir de uma fonte vulcânica de um aquífero próximo à superfície do planeta vermelho, o que sugere que alguma atividade aquosa persistiu na superfície de Marte durante o começo da era Sideriana (amazoniana).

A maior parte das rochas espaciais que caem na Terra são de material proveniente de asteroides, mas algumas são originárias da Lua ou de Marte. Os cientistas acreditam que um asteroide se chocou contra Marte, deslocando rochas que se fragmentam e são mandadas ao espaço. De vez em quando, uma delas acaba na Terra, e são objeto de estudo.




8 de outubro de 2012

Asteroide passará muito próximo da Terra em 12/10/2012



Através de imagens feitas pelo telescópio Pan-starrs, no Havaí um novo objeto foi descoberto em 4 de outubro de 2012. Batizado como 2012 TC4, o objeto teve seu tamanho estimado em aproximadamente 30 metros. De acordo com os cálculos, a rocha raspará a Terra em uma altitude realmente preocupante.

As primeiras análises orbitais mostraram que o objeto se aproximaria da Terra a 96 mil km, mas cálculos mais refinados indicaram que essa aproximação será maior que o previsto e na sexta-feira a rocha chegará a menos de 77 mil km de distância do planeta, o dobro da altitude dos satélites geoestacionários de comunicação. O 2012 TC4 tem um período orbital de 532 dias e no momento da máxima aproximação passará pela Terra a uma velocidade relativa de 24 mil km/h.

A hora prevista para o momento de máxima aproximação será às 02h17 BRT (05h17 UTC). Às 18h30 BRT (21h30 UTC) será a vez da Lua receber a visita do astro, quando 2012 TC4 passará a apenas 100 mil km da superfície lunar.

Apesar da curta distância durante a passagem, não há risco de colisão com nosso planeta.

   Créditos: Apolo11

Quais seriam os efeitos no caso de uma colisão com a Terra?
Asteroides menores são bem perigosos, pois são mais frequentes e mais difíceis de serem avistados.

Com um diâmetro de 30 metros, um impacto com a Terra pode produzir uma energia de 5 megatons (400 vezes superior a bomba de Hiroshima), produzindo uma cratera de 10 a 20 vezes o tamanho do asteroide. Todo o material arrancado da cratera seria arremessado ao redor causando uma chuva de escombros. Seria algo de grande pânico e morte para a região de impacto.

Para acompanhar o envento ao vivo, acesse o site:O Telescópio Virtual 

11 de setembro de 2012

Colisão de objeto em Júpiter


Imagem: George Hall

Na manhã de segunda-feira (10/09/2012), um asteroide de dimensões ainda desconhecidas se chocou contra o planeta Júpiter, produzindo uma gigantesca bola de fogo na alta atmosfera do planeta. Ainda não se conhece o tipo de objeto que causou o choque, mas as primeiras estimativas indicam que a “cicatriz” produzida tenha cerca de 3.000 quilômetros.

O astrônomo amador Dan Peterson Racine registrou as primeiras imagens do impacto, as imagens foram feitas através de um telescópio de 300 milímetros instalado no Estado de Wisconsin. De acordo com Dan, o brilhante flash foi observado por cerca de 2 segundos.
 
Momentos depois, outro astrônomo amador, George Hall, localizado no Texas também confirmou o impacto. George estava gravando imagens do planeta no instante exato do choque.

O impacto está sendo monitorado por diversos astrônomos no mundo, a intenção é localizar possíveis restos do objeto que se chocou com o planeta. A mancha será trazida para o campo visual dos observadores, à medida que o planeta girar sobre seu próprio eixo.


Fontes:
PVOL
Universe Today

Cometa 21P/ Giacobini-Zinner no céu

O cometa 21P/ Giacobini-Zinner já pode ser visto através de binóculos ou telescópios simples. O cometa tem cerca de 2 quilômetros de d...